Starlink deseja instalar 7,5 mil satélites em rede brasileira

A Starlink, empresa americana de internet via satélite, planeja ampliar sua abrangência instalando novos equipamentos em rede brasileira. A marca, pertencente a SpaceX de Elon Musk, solicitou para a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) um direito de exploração de 7,5 mil unidades.

Caso seja aprovado, serão implementados modelos correspondentes a 2ª geração de satélites produzidos pela Starlink, sendo todos explorados em baixa órbita. Com a liberação da Anatel, a empresa dobraria a sua constelação de internet atual. Os novos artefatos licenciados elevariam a capacidade da Starlink de 4 mil para 11,9 mil satélites ativos.

EUA aprova novas instalações

Recentemente, a empresa recebeu o aval da Federal Communication Commission (FCC) para instalar a mesma quantidade de satélites nos Estados Unidos. Correspondendo à Banda Ku, a previsão é que esses novos equipamentos operem em radiofrequências entre 10,7 e 12,7 GHz (para enlace de descida) e entre 14 e 14,5 GHz (para enlace de subida).

Já os satélites que são referentes à Banda Ka operarão entre 17,8 GHz a 18,6 GHz ou entre 18,8 GHz e 19,3 GHz (para enlaces de decida), assim como 27,5 GHz a 28,6 GHz ou 28,8 GHz a 30 GHz (para enlaces de subida). Por fim, a Banda E será correspondida pelas radiofrequências entre 71 GHz e 76 GHz (para enlace de descida) ou entre 81 GHz e 86 GHz (enlace de subida).

Consultoria debaterá interferências

A aprovação da licenciatura, porém, irá depender de uma consultoria pública promovida pela Anatel. Como os novos satélites podem trazer convivência desarmonizada ou interferências com serviços de outras marcas, a agência ouvirá empresas e líderes do segmento antes de qualquer aprovação.

A consultoria já está disponível no site de participação Anatel desde segunda-feira, 22. O prazo final é até às 23h59 do dia 31 de julho. Durante este período, a quantidade de artefatos licenciados também será debatida, assim como o fomento de processos que garantam maior sustentabilidade nas operações.

Antes da instalação, é preciso verificar se o volume de equipamentos não trará problemas para a implementação de novas redes brasileiras. Neste contexto, a autorização da FCC nos Estados Unidos foi dada para somente 7,5 mil dos 29.988 satélites que a Starlink desejava explorar.

Starlink é líder no Brasil

Atualmente, a Starlink já é a maior operadora via satélite do Brasil. Em maio deste ano, a empresa se tornou líder de clientes registrando a marca de 162 mil contratos ativos e um alta de 38 mil acessos em um único mês.

Os usuários dos serviços Starlink pagam R$ 250 mensais (com impostos), além do investimento de R$ 2 mil em kit com antena e roteador. Apesar dos números, a fibra óptica corresponde a 75% das conexões de banda larga em território brasileiro.

Assim, atualmente, o mercado de satélites ainda representa somente 0,9% de todas as conexões. A entrada da Amazon neste mercado é outro agravante para o “reinado” de Elon Musk neste segmento.