Startup quer lançar a primeira rede elétrica espacial

Após um estudo para lançar datas centers no espaço, outros projetos inéditos na área seguem sendo anunciados. A startup americana Star Catcher Industries trabalha no lançamento da primeira rede elétrica espacial do mundo. A startup busca viabilizar a implementação de uma infraestrutura proprietária em rede e em órbita, chamada de “Star Catcher Network“.

A rede elétrica será responsável por transmitir energia para outros satélites localizados na baixa órbita terrestre (LEO). Com o objetivo de ampliar a capacidade de geração de energia em diferentes serviços, a Star Catcher atualmente se intitula “pioneira na geração de energia baseada no espaço”.

Para desenvolver o projeto, a startup recebeu um investimento de mais de US$ 12 milhões para aplicar na inovação. O foco é proporcionar garantir o uso de energia para operações espaciais futuras de alto desempenho. Entre elas estariam computação em órbita, detecção remota, voos espaciais tripulados, operações de segurança e serviços de telecomunicações.

Como funcionará a rede elétrica espacial?

A rede elétrica “Star Catcher Network” será composta por satélites proprietários – ou seja, será uma infraestrutura que atua de forma conjunta, captando e transmitindo energia solar para outros equipamentos. A proposta é que os painéis solares dos satélites já existentes em órbita sejam usados na dinâmica.

Esses satélites seriam como clientes receptores de energia da rede energética, chamada também de Power Nodes. Um único Power Node terá 150 KW em capacidade de transmissão de energia e pode transmitir energia para diversos clientes simultaneamente.

A estrutura inovadora irá ter maior concentração de energia, aumentando o tempo das atividades executadas. Para isso, serão necessários cerca de 840 megawatts anuais em energia para alimentar todos os sistemas hospedados.

10 vezes mais energia

Além do fornecimento de energia, os Power Nodes também serão responsáveis por rastrear e identificar novos clientes (satélites) que necessitam de transmissão. O projeto inovador promete entre 5 e 10 vezes mais energia, quando comparado aos equipamentos atuais.

Com os novos investimentos, a previsão é que até 2030 mais de 50 mil satélites estejam hospedados na baixa órbita terrestre. “A infraestrutura energética é o alicerce fundamental da civilização e da indústria. Nosso objetivo é expandir essa base para a LEO e além dela por meio da nossa rede de energia espacial”, confirmou em nota oficial o cofundador e presidente da Star Catcher, Andrew Rush.

Instalação em 2025

Antes de se tornar algo viável, o projeto passará por alguns desafios. Os serviços espaciais ainda contam restrições energéticas nas operações espaciais. Atualmente, a capacidade energética é muito inferior ao proposto pelo projeto da startup.

Isso porque a energia orbital atual opera com 40 megawatts. Os primeiros investimentos do projeto foram feitos em julho deste ano, no valor total de US$ 12,25 milhões. Agora, as primeiras demonstrações da rede elétrica serão feitas em Terra, tendo como previsão a ida para a órbita até o final de 2025.