A escolha dos brasileiros pelo e-commerce como canal de vendas está em amplo crescimento desde a pandemia. Desde 2019, o comércio eletrônico vem se consolidando devido às mudanças nos hábitos de consumo e os avanços tecnológicos. A preferência dos clientes pelas compras online, também em seu dia a dia, foi ilustrada em dados divulgados recentemente.
A previsão é que o comportamento do consumidor permaneça mudando, aumentando a participação de e-commerces também ao longo de 2025. Entre 2019 e 2023, foi realizada uma análise do desempenho da evolução das plataformas de vendas através das notas fiscais emitidas. Ao todo, em 2023, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 196,1 bilhões.
Entre 2016 e 2019 o setor obteve o faturamento bruto bem inferior, de R$ 44,5 bilhões anuais. Mas, em 2020, o crescimento do comércio eletrônico já representou um aumento de 78,6% em relação ao ano de 2019. Nos dois anos seguintes (2021 e 2022), o faturamento total com vendas de e-commerce já havia alcançado a marca de R$ 171,4 bilhões.
Presença do e-commerce no varejo
Os dados confirmam que eletrônicos e eletrodomésticos estão entre os produtos mais vendidos no e-commerce. Favorecidas pela digitalização e os serviços de entrega rápida, porém, as compras se diversificaram, aumentando também a comercialização de itens de moda e alimentação.
As tendências da Pesquisa Anual do Comércio (PAC/IBGE) apontaram também uma relevância do e-commerce no setor varejista. A participação da plataforma de compras cresceu gradativamente, começando com 3,9% em 2019 e subindo para 6,6% em 2020. Entretanto, em 2023 esse percentual chegou a 8,5%.
Os dados demonstram um aumento considerável na demanda, além de investimentos em tecnologias e aprimoramento dos setores logísticos e no atendimento ao cliente. Após a pandemia, as plataformas online contaram com tecnologias de ponta e maiores infraestruturas nos serviços de entrega.
Participação por estados
Ao longo deste tempo, houve um grande aumento de circulação de mercadorias entre os estados brasileiros. Em 2023, a maior concentração de transações no comércio eletrônico foi percebida no Sudeste, tanto em notas fiscais como estados emitentes quanto notas como destinatários.
A região é responsável por cerca de 70% da arrecadação bruta com produtos vendidos em notas emitentes e 50% das notas destinatárias. São Paulo (SP) representa 48,5% do total de notas fiscais como emitente. Em notas fiscais como destinatário, SP representa 32,7%. Minas Gerais (MG) está em segundo lugar nesta liderança.
Como emitente, o estado representa 12,3% das participações brasileiras e, como estado destinatário, 11,3%. As regiões que apresentaram menores participações nas movimentações de e-commerce são Centro Oeste e Nordeste. Como destinatário, o Centro Oeste movimentou recentemente 8,4% e 15,9% como emitente. Já o Nordeste teve participação de 3% e 7% respectivamente.