Com foco no avanço dos recursos de IA (Inteligência Artificial), o Google firmou um acordo de US$ 2,4 bilhões com uma startup líder em geração de códigos inteligentes. Vinculada a empresa controladora Alphabet, a gigante de tecnologia anunciou nesta última sexta-feira (11) a contratação de importantes executivos da Windsurf. O objetivo é utilizar o conhecimento dos profissionais em iniciativas de codificação agêntica para aplicação no projeto Gemini.
Como parte deste acordo, o Google irá pagar US$ 2,4 bilhões com taxas de licença em termos não exclusivos para a utilização de parte da tecnologia da startup. Conforme pessoas familiarizadas com o contrato, a Google não assumirá nenhuma participação na empresa. Além disso, os investidores da Windsurf receberão liquidez através da taxa de licença estipulada, mantendo a participação na empresa de tecnologia.
Equipe que atuará na DeepMind
Entre os executivos da Windsurf que atuarão no Google estão o CEO Varun Mohan, o cofundador Douglas Chan e alguns membros da equipe de pesquisa e desenvolvimento de ferramentas de codificação. Os profissionais irão integrar a divisão do Google DeepMind para aprofundar os avanços, especialmente na performance do Gemini. “Estamos entusiasmados em receber alguns dos maiores talentos em codificação de IA da equipe do Windsurf no Google DeepMind para avançar nosso trabalho em codificação agêntica”, declarou o Google em um comunicado oficial.
Venda para OpenAI suspensa
O anúncio do acordo entre Google e Windsurf surpreendeu o mercado, já que a startup estava há meses negociando a sua venda para a OpenAI. Além disso, a estrutura incomum do acordo representa uma vitória para os apoiadores do Windsurf. A startup levantou US$243 milhões de investidores, incluindo Kleiner Perkins, Greenoaks e General Catalyst, e foi avaliada pela última vez em US$1,25 bilhão, de acordo com a PitchBook.