Brasil pode ser local propício para IA generativas mais sustentáveis

Em pouco tempo, a IA generativa se tornou uma poderosa ferramenta aliada do corporativismo. Mas, o seu uso massivo, tem representado desafios sustentáveis e sociais em todo o planeta. Apesar de otimizar processos e diminuir desperdícios, os modelos de IA da atualidade são reconhecidos pelo seu alto consumo energético. Frente a isso, companhias tecnológicas devem refletir sobre práticas para mitigar os efeitos danosos da tecnologia. 

Atualmente, desenvolvedores têm muito uso energético para treinar e operar os grandes modelos de IA. Um estudo recente já demonstrou que este treinamento pode ser equivalente a emissão de um carro ao longo de toda a sua vida útil. Neste cenário, o Brasil poderá ser um local estratégico para que novas infraestruturas sustentáveis sejam desenvolvidas para a tecnologia. 

Como a solução seria a adoção de fontes de energias renováveis, o país seria ideal para investimentos na área, já que é uma matriz energética muito mais limpa que a média mundial. Por contar com fontes renováveis como hidroelétricas, solar e eólica, o Brasil seria o local ideal para implementar data centers e infraestruturas que possibilitem um IA mais sustentável. Outra alternativa do mercado seria o desenvolvimento de algoritmos mais eficientes. 

Tecnologia eficiente de verdade

É inquestionável os benefícios trazidos pela IA ao mercado globalizado e competitivo. Inclusive, a IA também oferece benefícios sustentáveis para as empresas. A tecnologia já oportunizou a otimização de cadeias de suprimentos, a criação de materiais ecológicos, a previsibilidade de demandas que evitam desperdícios, além do aprimoramento da eficiência energética em processos industriais. Entretanto, para que os benefícios sejam realmente sustentáveis, a tecnologia em si precisa ser usada com maior responsabilidade. 

A IA generativa de se desenvolver respeitando os limites de impactos na sociedade e ao meio ambiente. Por isso, além da sustentabilidade, as questões sociais também são desafios para o modelo generativo atual. Fora a integridade da informação gerada pela tecnologia, a desigualdade no mercado de trabalho e o deslocamento de empregos tradicionais também preocupam.