Deep Reflection propõe versões digitais baseadas no padrão de pensamento humano

Uma tecnologia brasileira promete criar uma versão digital de indivíduos com alto grau de personalização. A Deep Reflection se baseia na ligação entre padrões de pensamento, opiniões e estilo de comunicação para contribuir com a criação de conteúdos e o trabalho de influenciadores digitais. 

O grande diferencial em relação a outras soluções de IA já existentes está no amplo domínio de uma área específica do conhecimento. A solução lida com conteúdo extremamente específico e consegue mimetizar aspectos da consciência individual, reforçando sua lógica, visão de mundo e a forma de interpretar as informações. 

A inteligência artificial aprende por meio de diversos modelos de textos, vídeos e imagens e, neste caso, é replica até mesmo o ritmo e a forma de falar. Conforme o cofundador e pesquisador da Vortice.ai, Giovanni Laporta, a tecnologia cria “reflexos digitais”: IAs treinadas com base no conteúdo de uma única pessoa, como criadores de conteúdo, professores ou artistas.

Modelos menores, foco maior

Essa abordagem difere do caminho seguido pelas big techs, que investem massivamente na produção de LLMs (Large Language Models), como o ChatGPT ou o Gemini. No caso da Deep Reflection, a aposta está nos SSMLs (Small Language Models), pequenos modelos treinados com conhecimento específico para determinada pessoa ou situação.

Esse processo de treinamento é considerado mais rápido, já que o público da Deep Reflection envolve uma massa de dados reduzida quando comparada aos volumes utilizados em LLMs. “Ao invés de eu treinar um grande modelo que conhece de tudo no mundo, eu vou treinar pequenos modelos, e cada pequeno modelo tem um conhecimento específico”, explica Laporta.

Atualmente, a Deep Reflection é utilizada principalmente por criadores de conteúdo, permitindo que o público interaja com esse reflexo digital por meio do mesmo modelo de comunicação, incluindo palavras, expressões e jargões originais. No entanto, a tecnologia pode ser aplicada a diversos setores, ao mesmo tempo em que levanta discussões sobre riscos de seu uso indevido, como deepfakes e a perda de rastreabilidade de direitos autorais.