Deloitte prevê IA integrada à base das operações digitais das empresas até 2027

Em ritmo acelerado de expansão, a IA (inteligência artificial) generativa está próxima de tornar-se parte essencial as operações empresariais. O relatório Tech Trends 2025, realizado pela Deloitte, indica que a tecnologia deverá estar incorporada em praticamente todos produtos digitais ou softwares até 2027. O estudo prevê que os recursos inteligentes se tornem comuns mesmo entre as organizações mais conservadoras. 

A projeção de longo prazo é que a IA se torne tão natural e fundamental quanto a eletricidade no cotidiano corporativo. Com a rápida ascensão da tecnologia, a área de TI (Tecnologia da Informação) também está passando por mudanças expressivas dentro das empresas. A Deloitte mostra que a tendência é de que a função de TI migre da construção e manutenção para a orquestração e inovação. 

A relevância estratégica do setor fica ainda mais evidente com o novo posicionamento de seus líderes. Atualmente, 60% dos líderes do ramo de tecnologia dos Estados Unidos se reportam diretamente aos executivos-chefes, um aumento de dez pontos percentuais desde 2020. Para o relatório, esse movimento confirma que o líder de TI ganhou protagonismo na estratégia de IA, deixando de atuar apenas na sua facilitação.

IA será um pré-requisito

Com esse cenário, o relatório também evidencia a necessidade de as empresas acelerarem atualizações e modernizações de dados e soluções em nuvem. A IA surge como alternativa eficiente, capaz de reduzir custos e ampliar resultados. A adoção já é vista no mercado como um movimento inevitável. A percepção é reforçada pelo CEO da E-Inov Soluções Tecnológicas, Murilo Elias, cuja empresa desenvolve o CRM CNPJ BIZ. 

Para ele, essa tecnologia já ultrapassou a condição de diferencial e passou a ser um requisito básico. “A IA deixou de ser um diferencial para virar pré-requisito. Na CNPJ BIZ, vemos que retirar a IA hoje seria como operar sem internet. É um caminho sem volta. Não é mais uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’. Quem hesitar na adoção da IA perderá uma vantagem competitiva que jamais conseguirá recuperar”, afirma. 

Para introduzir sua avaliação sobre os impactos diretos da IA nas operações, Elias destaca que a tecnologia já demonstra capacidade de transformar rotinas empresariais e elevar padrões de qualidade. 

“A IA é a ferramenta capaz de aumentar a eficiência operacional em diversos setores das empresas. Imagine ela avaliando o padrão de qualidade de seus produtos, dos atendimentos, do fluxo do estacionamento ou de movimento do estabelecimento, ajudando com logística ou avisando antecipadamente sobre problemas de engajamento de colaboradores. São inúmeras possibilidades de melhorar a eficiência operacional. A IA não só oferece eficiência, ela viabiliza o futuro do negócio”, afirma Elias.