Estudo mostra que IAs podem reproduzir comportamentos altruístas

Com os avanços recentes da IA inteligência artificial, o mercado e pesquisadores se questionam sobre até que ponto a tecnologia consegue reproduzir características semelhantes ao comportamento humano. Nesse contexto, pesquisadores da Universidade Willamette e do Instituto Laureate para Pesquisa do Cérebro investigaram se grandes modelos de linguagem (LLMs), como o ChatGPT, seriam capazes de simular padrões altruístas. 

O estudo, publicado na revista Nature Human Behavior, revelou que os LLMs conseguem reproduzir o altruísmo em experimentos sociais específicos, apontando semelhanças com os processos de tomada de decisão característicos dos seres humanos. Os experimentos realizados mostraram que os LLMs tendem a funcionar mais quando interagem com outras IAs do que com humanos, ajustando suas escolhas conforme a tecnologia. 

Essa diferença na interação sugere que os modelos podem adaptar decisões altruístas ao contexto social. O resultado da pesquisa será relevante para o desenvolvimento de agentes autônomos, reforçando que os LLMs não apenas processam os dados, mas também conseguem simular padrões de comportamento social ainda que com desafios.

Como foi realizado o estudo?

Para avaliar a capacidade de simular um padrão altruísta, os pesquisadores desenvolveram cenários nos quais os modelos precisavam escolher entre manter recursos para si ou destiná-los a outro agente. Quando um modelo escolhia por compartilhar parte do recurso em um ambiente social, mas mantinha tudo para si em um contexto não social, essa atitude era interpretada como um sinal de comportamento altruísta.

Entre os sistemas de IA analisados estavam o text-ada-001, o text-davinci-003, o GPT-3.5-turbo e o GPT-4. Os resultados mostraram que a primeira manifestação desse padrão ocorreu no text-davinci-003, da OpenAI, tornando-se mais evidente e sofisticada nos modelos recentes da empresa. Pesquisas futuras deverão explorar com maior profundidade os mecanismos que sustentam esses padrões, principalmente devido a crescente presença de IAs autônomas em interações humanas e digitais.