A cinomose canina é uma doença viral altamente contagiosa para os cães. Essa enfermidade atinge principalmente filhotes que não completaram o protocolo de primeira vacinação e cães que não foram imunizados adequadamente. A doença afeta os sistemas respiratório, gastrointestinal e nervoso, podendo levar a sequelas permanentes e, em muitos casos, a óbito.
Embora a cinomose seja uma doença séria, existem estratégias que visam reduzir o risco de infecção e a gravidade de sintomas, como a vacinação e cuidados adequados. No entanto, a falta de imunização ainda é um problema comum, colocando muitos cães em alto risco.
Neste artigo, vamos detalhar o que é a cinomose, suas causas, principais sinais e as alternativas para tentar evitá-la. Continue a leitura e descubra a melhor forma de proteger seu pet!
A cinomose é uma doença viral causada pelo Morbillivirus, da família Paramyxoviridae. Essa enfermidade compromete diversos sistemas do organismo, incluindo o respiratório, gastrointestinal e nervoso.
A partir do contato inicial com o vírus, ele se espalha rapidamente pelo corpo do cão, enfraquecendo o sistema imunológico e deixando-o vulnerável a infecções secundárias. Conforme a evolução da cinomose, os sinais clínicos tendem a se agravar, podendo gerar sequelas permanentes e até mesmo levar o animal a óbito.
A cinomose canina é transmitida principalmente por contato direto com secreções de cães infectados, como saliva, urina, fezes e secreções nasais ou oculares. O vírus pode se espalhar pelo ar por meio de latidos, espirros e tosse, tornando a contaminação ainda mais fácil em ambientes compartilhados, como abrigos, parques, creches para cães e clínicas veterinárias. Além disso, objetos contaminados, como potes de comida e água, brinquedos e até roupas ou calçados de tutores que tiveram contato com um animal doente podem servir como fontes de transmissão. Cadelas infectadas também podem transmitir o vírus para seus filhotes pela placenta.
Outro fator preocupante é que cães infectados podem continuar eliminando o vírus no ambiente por semanas ou até meses.
Além disso, a cinomose também pode afetar animais silvestres. Portanto, a potencial presença da doença entre raposas, guaxinins, furões e gambás pode representar uma ameaça para cães domésticos que entram em contato com esses animais ou frequentam áreas que eles circulam.
A cinomose canina pode se manifestar de diferentes formas, variando conforme o estágio da infecção e os sistemas do organismo afetados. O vírus inicialmente atinge os sistemas gastrointestinal e respiratório, com sinais que podem ser semelhantes a uma gripe, mas, à medida que a infecção avança, há grave comprometimento da saúde do cão, podendo causar danos irreversíveis ao sistema nervoso.
A doença pode afetar cães de todas as idades, mas é mais comum em filhotes entre 3 e 6 meses de idade. Isso ocorre porque, nessa fase, o sistema imunológico dos cães ainda está em desenvolvimento e, caso não tenham completado o protocolo de primeira vacinação, ficam altamente vulneráveis à infecção.
Como o vírus afeta diversos sistemas do organismo, geralmente são observados os seguintes sinais clínicos:
• Secreção nasal e ocular
• Tosse persistente
• Febre
• Falta de apetite e perda de peso
• Letargia e cansaço excessivo
• Vômito e diarreia
• Desidratação
• Movimentos descoordenados e dificuldade para andar em linha reta
• Inclinação da cabeça
• Espasmos musculares involuntários
• Convulsões (com movimentos semelhantes à mastigação)
• Paralisia parcial ou total
• Alterações de comportamento, como agitação ou apatia extrema
• Espessamento (hiperqueratose) do nariz e das almofadas das patas (coxins). Por isso, a cinomose também é conhecida como “doença da almofada dura”.
O diagnóstico da cinomose deve ser sempre feito por um Médico-Veterinário, pois os sinais são semelhantes aos de outras doenças infecciosas. O profissional avaliará o histórico e os sinais clínicos do animal e poderá solicitar exames laboratoriais, como teste de PCR, teste rápido, sorologia e outros exames de sangue, para detectar a presença do vírus e demais alterações causadas por ele. Em alguns casos, radiografias ou exames neurológicos também podem ser indicados para avaliar o estágio da doença e possíveis complicações.
Infelizmente, não há um tratamento específico para eliminar o vírus da cinomose, e a abordagem terapêutica é focada em aliviar os sintomas e fortalecer o sistema imunológico do cão. O tratamento pode incluir fluidoterapia devido à desidratação, antibióticos para tratar infecções secundárias, mucolíticos, anticonvulsivantes (em casos de sintomas neurológicos condizentes), relaxantes musculares, medicamentos para controle de vômitos e diarreias e suporte nutricional, com foco em melhorar a imunidade do animal. O sucesso do tratamento depende do estágio da doença e da resposta individual do animal, sendo essencial um acompanhamento rigoroso.
É fundamental que os tutores procurem um veterinário ao primeiro sinal da doença, pois a cinomose pode evoluir rapidamente e causar danos irreversíveis. Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores são as chances da recuperação do animal com menos sequelas possíveis.
A principal forma de prevenir a cinomose é por meio da vacinação, que deve seguir um cronograma adequado desde os primeiros meses de vida do cão. Essa vacina é considerada essencial, ou seja, deve ser aplicada em todos os cães, independentemente da localização geográfica. Os filhotes precisam receber a primeira dose da vacina múltipla (V8 ou V10) entre a 6ª e 8ª semana de idade, seguida de reforços a cada 3 a 4 semanas até a 16ª semana. Após essa fase inicial, é indicado realizar mais uma dose de reforço aos 6 meses. A frequência de revacinação deve ser avaliada pelo Médico-Veterinário. No Brasil, geralmente são feitos reforços anuais. Cães adultos que não foram vacinados ou que estão com o calendário vacinal atrasado devem ser imunizados o mais rápido possível. Furões domésticos também devem ser vacinados contra a cinomose.
Deve-se evitar o contato de filhotes e cães não vacinados com ambientes onde circulam muitos outros cães, como parques, creches e pet shops. Também é importante se atentar à higiene do ambiente e de objetos compartilhados, como comedouros, bebedouros e brinquedos, pois o vírus pode ser transmitido por superfícies contaminadas. Como a cinomose também pode afetar animais selvagens, cães que vivem em áreas próximas a florestas ou terrenos abertos devem ser monitorados para evitar o contato com espécies potencialmente infectadas. Porém, lembre-se que, apesar de todos os cuidados anteriormente citados, a vacinação é o principal!
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