A cavidade oral representa o início do sistema gastrointestinal. Anormalidades ou afecções na boca do animal podem gerar incômodos e dor, que levam a alterações no apetite e na ingestão de água, além de predispor o animal a condições inflamatórias e, até mesmo, enfermidades que podem afetar outros órgãos, como coração, rins e fígado.
Diversas doenças ou alterações podem ocorrer na cavidade oral de cães e gatos, sendo algumas delas:
Perda de dentes;
– Persistência de “dentes de leite” – mais comum em cães;
– Cálculo dentário (tártaro);
– Gengivite (inflamação da gengiva);
– Doença periodontal (inflamação crônica de diversas estruturas bucais);
– Halitose (mau hálito);
– Sangramentos;
– Fratura dentária;
– Lesões oftálmicas (a presença de tártaro pode causar lesões na região interna da face, alterando a inervação de estruturas além da boca);
– Fístula oronasal (comunicação anormal entre as cavidades oral e nasal);
– Sialocele (acúmulo de extravasamento salivar em uma cavidade subcutânea – saliva acumulando abaixo da pele);
– Estomatite (inflamação da boca);
– Inflamações de outros órgãos (como coração e rim);
– Neoplasias (tumores).
A doença periodontal apresenta alta prevalência em cães e gatos nos hospitais veterinários, sendo encontrada em cerca de 80% dos animais, geralmente de meia idade a idosos. Essa afecção está diretamente relacionada a vários fatores, incluindo idade, raça, porte, tipo de dieta, predisposição genética, comportamento mastigatório e o estado da saúde do animal.
A principal causa para a ocorrência desta doença é o acúmulo de placa bacteriana, que é mineralizada, formando o tártaro (uma estrutura muito resistente) e resultando em inflamações, dor, perda óssea e perda de dente.
Assim como em humanos, uma rotina regular de cuidados com a saúde bucal dos animais também deve ser levada a sério, pois por meio da limpeza e dos cuidados corretos, é possível não só prevenir a dor e o desconforto, mas também aumentar a expectativa de vida do animal, evitando problemas que podem afetar seu estado geral.
Esta prática deve ser iniciada com os animais ainda filhotes* (a partir de oito semanas de vida, tanto para cães quanto para gatos), para que assim eles se acostumem mais rapidamente com a escovação na sua rotina. O ideal é que a escovação seja realizada diariamente.
*Lembrando que filhotes possuem dentes de leite que futuramente serão trocados por dentes permanentes. A troca e o crescimento dos dentes pode ocasionar incômodo, sendo recomendado o uso de brinquedos que auxiliem com esse desconforto momentâneo.
Para realizar a escovação dos dentes de cães e gatos, além de um ambiente tranquilo, é recomendado que se tenha em mãos:
– Uma escova de dentes para animais ou uma escova de dentes de dedo. Também podem ser utilizadas gazes, principalmente no período de adaptação, apenas para acostumar o pet à manipulação da boca – esse é um cuidado importante e será muito benéfico por toda a vida, incluindo a maior facilidade na administração de comprimidos, se for necessário;
– Creme dental específico para cães e gatos (não deve ser usado creme dental humano, pois pode conter ingredientes tóxicos para animais);
– Soluções bucais para uso complementar à escovação (esses produtos dificultam a formação do cálculo dentário).
É indicado que, para realizar uma escovação correta, sejam feitos movimentos leves e circulares nos dentes e gengivas dos animais com uma escova, ou com o auxílio de uma gaze, caso o animal demonstre resistência ou incômodo com a escova de dentes. É importante lembrar que o atrito pela escovação é fundamental para remoção da placa bacteriana, sendo que o uso de cremes dentais e soluções antissépticas complementam esse cuidado e auxiliam na prevenção da formação do cálculo dentário.
Atualmente, o mercado oferece vários produtos desenvolvidos especificamente para pets, visando facilitar essa prática. A escova e o creme dental devem ser apropriados para a profilaxia e higienização oral de pets. A escova deve ser macia e ter um cabo longo para facilitar a higienização.
É importante lembrar que a escovação frequente é apenas uma parte do processo de manutenção da saúde bucal. Procedimentos odontológicos, como limpezas dentárias, também podem ser recomendadas por Médicos-Veterinários.
Caso o animal apresente comportamento estranho, dificuldade para comer ou perda de apetite, deve ser levado para avaliação por um clínico ou, se necessário, por um dentista veterinário (odontologista). Esse profissional é especializado no diagnóstico, prevenção e tratamento de problemas relacionados à saúde oral dos pets e poderá orientar quais cuidados ou tratamentos devem ser realizados.
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