O câncer de mama em cães e gatos é bem mais comum do que a gente imagina. Segundo informações do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), 45% das cadelas e 30% das gatas são diagnosticadas com a condição.
A melhor forma de prevenção é a castração, sendo que a melhor idade para castrar dependerá do paciente, ficando a critério do Médico-Veterinário realizá-la antes ou depois do primeiro cio. Entretanto, caso venha a ter a doença, as chances de recuperação aumentam muito se o diagnóstico for precoce.
Neste artigo, conversamos com a Médica-Veterinária Mayara Parisi sobre quais manifestações clínicas merecem a sua atenção. Confira!
Segundo a Médica-Veterinária Mayara Parisi, algumas das manifestações clínicas que os pets apresentam quando desenvolvem a doença são:
• Alteração de comportamento, como prostração;
• Mudança de apetite ou inapetência;
• Presença de lesões, secreções e/ou inchaço na região mamária;
• Alteração do aspecto da pele na região das mamas, como vermelhidão ou locais mais quentes ao toque;
• E, principalmente, aparecimento de nódulos nas mamas.
De modo geral, os tumores mamários se apresentam como nódulos firmes, de tamanhos variados, que podem ou não ser móveis. Portanto, assim como recomenda-se que as mulheres façam o autoexame, é aconselhado que tutores pet façam a avaliação das cadeias mamárias dos seus animais de estimação, através da palpação da região.
O exame de palpação das mamas dos pets deve ser realizado periodicamente. Durante o toque, os tutores devem procurar qualquer sinal de irregularidade nas mamas.
A Dra. Mayara Parisi explica que a palpação deve ser feita ao longo de toda a cadeia mamária dos pets, lembrando que, de forma geral, as cadelas têm 5 pares de mamas e as gatas têm 4 pares. É importante que a cadeia seja avaliada em toda sua extensão, já que a lesão neoplásica pode iniciar em apenas uma das mamas.
Ao fazer o exame e notar qualquer alteração, é importante procurar um Médico-Veterinário o mais rápido possível para que avalie o caso, realize exames e estabeleça um diagnóstico definitivo.
Após notar a presença de um nódulo mamário, o pet deve ser levado ao Médico-Veterinário para a realização de exames complementares, como análises sanguíneas, ultrassom de abdômen e radiografia torácica.
Esses testes vão ajudar na avaliação da condição clínica geral do paciente, bem como a localização e a extensão do tumor.
Porém, o diagnóstico definitivo é estabelecido a partir da biópsia da formação. De acordo com os resultados, é possível determinar o grau e o tipo do tumor.
Sim! O câncer de mama em pets pode ser curado. Porém, as chances de recuperação (remissão completa sem recidivas) diminuem muito se a doença for descoberta e tratada tardiamente.
Segundo dados do CFMV, as cadelas diagnosticadas em estágio avançado têm uma sobrevida de apenas sete meses. Mas, ainda de acordo com o Conselho, as chances de melhora completa com o diagnóstico precoce sobem para 90%.
Por este motivo, é importante ficar atento a todas essas manifestações que remetem à suspeita clínica de câncer de mama em cães e gatos, fazer o exame de palpação frequentemente, encaminhar para avaliação profissional e, em caso de confirmação, iniciar o tratamento o quanto antes.
Neste outro artigo, veja como é o tratamento de câncer de mama em cães e gatos.
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