A condição corporal de equinos pode ser determinada a partir de uma escala, que avalia pontos específicos e traduz em um número que será o Escore de Condição Corporal (ECC). Essa é uma prática simples de mensuração aproximada da condição nutricional e status de saúde dos cavalos que dispensa o uso de balanças ou outros equipamentos que nem sempre estão disponíveis nos ranchos e baias.
O método consiste na observação e na palpação de áreas do corpo do animal: a região dorsal do pescoço, a cernelha, as costelas, a parte posterior das espáduas (codilhos), região lombar e a área da base da cauda.
A partir disso, o animal pode ser classificado entre extremamente magro (1) até extremamente obeso (9).
Saiba como identificar o escore corporal de equinos a partir desse exame visual:
Nenhum tecido gorduroso consegue ser notado. Por este motivo, os processos espinhosos (porções das vértebras que se projetam dorsalmente), as costelas e a base da cauda estão muito proeminentes, além de a estrutura óssea da cernelha, dos ombros e do pescoço estar facilmente perceptível.

As vértebras lombares, as costelas e a base da cauda ainda estão proeminentes, mas, nesse caso, o animal já tem uma leve cobertura sobre os processos espinhosos. Ossos da garupa (ílios e ísquios) bem proeminentes. A estrutura óssea da cernelha, dos ombros e do pescoço está menos perceptível. .

Há presença de gordura até metade dos processos espinhosos vertebrais e uma leve cobertura sobre as costelas. Entretanto, as divisões das vértebras dorsais e as costelas ainda são facilmente perceptíveis. Aqui, a base da cauda está proeminente, mas não se individualiza as vértebras. Começa a haver uma deposição um pouco maior de gordura sobre os ísquios, mas os ílios ainda estão perceptíveis.

Processos espinhosos levemente sobressaltados. As costelas aparecem superficialmente. Gordura pode ser percebida ao redor da base da cauda. Estrutura óssea da cernelha, dos ombros e do pescoço já não está mais tão perceptível, embora ainda magra.

A gordura ao redor da base da cauda começa a ganhar aspecto esponjoso. As costelas não são percebidas apenas por inspeção, mas são facilmente palpáveis. Os ombros e o pescoço ganham aspecto mais harmônico, por conta da deposição de gordura, em relação ao restante do corpo.

Há gordura depositada ao lado da cernelha, codilho e ao longo do pescoço, podendo haver um pouco de gordura na região lombar também. A gordura sobre as costelas têm consistência esponjosa e, na base da cauda, está mais macia.

Pode ter gordura na região lombar. Apesar de ser possível sentir as costelas, percebe-se facilmente a presença de gordura entre elas. Há gordura depositada ao lado da cernelha, codilho, base da cauda e pescoço.

As áreas do codilho e ao longo da cernelha estão repletas de gordura. Há um notável engrossamento do pescoço e da face interna das coxas. Há maior dificuldade em sentir as costelas.

Apresenta muita gordura na região lombar e gordura irregular fica aparente sobre as costelas. Há um abaulamento ao redor da base da cauda, ao longo da cernelha, codilho e ao longo do pescoço por conta da deposição de gordura. O flanco, região abaixo da lombar e posterior à última costela, normalmente mais aprofundada, nivela com o resto do corpo.

Após identificar o escore corporal de equinos, é importante que profissionais qualificados avaliem se ele é compatível com a atividade exercida e categoria dos animais.
A condição corporal é um reflexo direto da saúde e qualidade nutricional dos animais. De maneira geral, pode-se dizer que o escore corporal ideal dos equinos está na faixa de 4 a 6. Há alguns fatores que determinam, nesse intervalo, qual seria o escore ideal.
Um deles é a demanda por reserva energética, como é o caso das éguas prenhes. No terço final da gestação, é preferível que elas tenham um escore entre 5 e 6, devido ao balanço energético negativo – elas iniciarão a produção de leite para o potro – que ocorrerá após o parto.
Outro fator a ser levado em consideração é o peso do animal e sua influência em algumas atividades, como no caso de cavalos atletas. Atividades de alto impacto, de explosão ou que exigem resistência são negativamente impactadas por um alto escore corporal. Por isso, recomenda-se que esses animais tenham um escore de 4 até, no máximo, 5.
Nos casos em que os equinos apresentam um baixo escore corporal, é indicado entrar com suplementos que auxiliem na recuperação da condição corporal.
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